Conheça a rotina dos cães policiais do 12º BPM, em Balneário Camboriú

16/06/19 às 11h11
Atualizado em 16/06/19 às 12h06

Por Rogério de Souza /Galera Mix

É bastante comum bater aquela curiosidade ao se deparar com uma operação policial, saber o que está acontecendo. E a ação se torna muito mais interessante quando existe a participação dos cães policiais, conhecidos como K-9. Mas como é a rotina desses cães? Como é o trabalho deles? Eles não são treinados para serem amigáveis com qualquer pessoa, até para que seu trabalho de proteger, farejar e guardar, não ser em vão. Porém, quando acompanhados de seus treinadores e com autorização dos mesmos, é possível haver interação entre os cães e a população.
Os treinamentos são próprios para cada função adotadas pelos cães. Alguns são treinados para farejar drogas e fazer buscas de pessoas, outros para farejar explosivos, pólvora, armas, enquanto outros já são treinados para fazer guarda e proteção. Alguns cães podem fazer ambos os trabalhos, como é o caso do Yankee, um cão da raça Pastor Belga de Malinois, mascote do 12° Batalhão de Polícia Militar em Balneário Camboriú.
Os cachorros chegam nos quartéis com aproximadamente três a quatro meses de idade, normalmente por doação da comunidade ou de algum membro do quartel. A partir de então passam por uma adaptação temporária de um ano a fim de descobrir a aptidão do cão. Nesse período, começam os treinamentos realizados pelos membros do canil, uma equipe de 5 policiais militares que se revezam na atuação e adestramento dos cães. Durante esse período os treinadores vão percebendo a função e as habilidades que cada cão apresenta e se adapta melhor. Passando essa fase, se o cachorro se adapta ao treinamento, ele passa a receber o treino específico para aquela função. Quando não se adapta ou por algum motivo demonstra não ter habilidade, ele é colocado para doação.
O processo de treinamento dos cães com relação ao faro de drogas é muito diferente do que as pessoas pensam. Os cães não têm contato direto com nenhuma substância que coloque sua saúde em risco, nem fica viciado em drogas porque não experimenta nenhum tipo. Eles apenas são apresentados ao cheiro da droga e durante as missões, os K9 são recompensados com um brinquedo após cumprirem o que foi lhes mandado, pois para o cão, tudo não passa de uma brincadeira, e acaba mostrando como ele foi eficiente e merece ser reconhecido. E se o cão falhar na missão? – “Pode acontecer do cão não conseguir cumprir o que foi colocado a ele, e isso acaba motivando-o mais na próxima missão a ser melhor, o instinto dele de querer a recompensa faz ele se dedicar mais.” Explica o Sargento Iliberto, um dos componentes que trabalha no canil e é o responsável por Yankee.
Os cães trabalham uma média de oito a dez anos e quando eles se aposentam podem ficar com o seu responsável do canil, mas se não for possível, fica disponível para doações. Para adotar um K9 é preciso fazer um acompanhamento com ele e seu treinador no canil, além de passar por uma etapa de acostumar-se um com o outro. Perto da data da sua aposentadoria, diminui-se as missões para o cão se desprender da rotina e conseguir viver uma vida doméstica até seus últimos dias.
 

Com informações do jornal O Atlântico