Pescador de barco que decepou cauda de baleia diz que é crucificado na internet

28/05/20 às 15h15
Atualizado em 28/05/20 às 15h13

Foto: Divulgação

Em vídeo divulgado pelas redes sociais, o pescador que gravou a cauda da baleia mutilada próximo da embarcação em alto mar, falou sobre o caso. Segundo ele, o animal acabou se enrolando no cabo de aço e assuntando toda tripulação. A informação, divulgada no final de semana, que pescadores haviam mutilado a baleia jubarte, foi negada por ele. Conforme explica o pescador, não houve agressão e nem estavam em área de reserva ambiental, como foi alegado.

“Através desse vídeo quero ter a oportunidade de me explicar e defender a minha tripulação. A baleia jubarte, que se enrolou no cabo de aço no barco da minha tripulação, nós jamais iriamos mutilar o animal. Não batemos nela, ela que se enrolou no nosso cabo. Era uma baleia jovem, mas enorme, e ela foi arrebentando tudo. Disseram que amputamos a cauda dela, nem encostamos na baleia”, comenta o homem, que seria morador de Navegantes.

Ainda, segundo a declaração dele, a gravação que fez durante a situação, foi por euforia. “Fiz vídeo para mostrar para o dono porque arrebentou o barco todo. Quebrou equipamentos, tábuas. Não encostamos a mão nessa baleia, nem teria como”, reforça.

O pescador explica que a baleia, após se enrolar no cabo de aço, iria afundar o barco. “O barco é pequeno e o peso dela fez nosso equipamento ficar todo com peso dela, foi nos puxando de lado. Não tem como cortar um cabo desse é muito grosso e quem trabalha com isso sabe. Agora, prenderam nosso barco, o dono dele nem tem culpa. Estamos todos sem trabalhar e sendo crucificados”, diz.

Chorando, o pescador comenta que está preocupado em como vai sustentar a família. Ele fala, ainda, da repercussão negativa do vídeo e volta a dizer que os pescadores não mutilaram a baleia. A embarcação foi retida na quarta-feira (27) na marina de Itajaí pela Polícia Federal. A ação envolve o inquérito sobre a mutilação de uma baleia no Litoral catarinense e analisa a suspeita de crime ambiental.

 

Fonte: Visor Notícias