Pesquisadores da UFSC fazem estudo sobre águas-vivas que aparecem no litoral de Santa Catarina

13/01/20 às 10h10
Atualizado em 13/01/20 às 10h08

 Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estão fazendo um estudo sobre as águas-vivas que aparecem no litoral do estado. Eles querem entender melhor o comportamento desses animais. Nesta temporada, o estado teve mais de 20 mil casos de queimaduras por águas-vivas.

O estudo é feito pelo laboratório de Biodiversidade Marinha e está identificando quais espécies são mais comuns e causam o maior número de acidentes.

"Na primavera e no verão, é quando a gente tem os picos reprodutivos, quando tem os exemplares maiores, sexualmente maduros. Então esse maior aumento, um número maior de medusas no verão, está ligado realmente ao ciclo de vida natural dessa espécie", relatou o professor da UFSC Alberto Lindner.

O aparecimento também pode estar ligado à temperatura da água do mar e às correntes de ar, que podem trazer os animais. As análises do aparecimento de águas-vivas e caravelas são feitas a cada duas semanas e a pesquisa deve durar dois anos.

Acidentes com banhistas
Na Praia dos Ingleses, em Florianópolis, não é difícil encontrar alguém que teve contato com água viva. Um indício de que a praia tem esses animais é o aparecimento deles na areia. Mas o risco mesmo é quando elas estão na água.


"Dependendo da visibilidade do mar, a gente consegue ver de uma maneira mais fácil esse animal dentro da água ou, no caso das caravelas, a bolsa de ar fica pra fora da água. Então a gente consegue visualizar facilmente esse animal", disse o tenente do Corpo de Bombeiros Levi Garcia Ribeiro.

Queimaduras com água-viva em SC — Foto: Reprodução/NSC TVQueimaduras com água-viva em SC — Foto: Reprodução/NSC TV
Queimaduras com água-viva em SC — Foto: Reprodução/NSC TV

De 12 de dezembro de 2018 a 5 de janeiro de 2019, o estado registrou 21.985 mil casos de contatos com água-viva, segundo os bombeiros. De dezembro do ano passado até 5 de janeiro deste ano, 20.658 mil casos. Mesmo com redução de ocorrências, o que chama atenção é que mais de mil casos foram só na Praia dos Ingleses.

Caso houver contato com algum desses animais, o primeiro passo é passar vinagre na pele. "Verifique a intensidade da queimadura. Se for uma queimadura leve, é comum que tenha ardor, queimação no local. É importante que não coce o local, pois pode liberar mais toxina e agravar a lesão. Já nos casos mais graves, a pessoa pode sentir náusea, tontura, vômito, vir a desmaiar, e, nesse caso, caso não haja um posto de salvamento próximo, é importante que ligue para um número de emergência, 193", disse o tenente.

 

 

 

Queimaduras com água-viva em SC — Foto: Reprodução/NSC TV