08/09/26 às 00h
Atualizado em 08/09/26 às 16h10
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Foto: Reprodução
Uma mala cinza deixada ao lado dos caixas eletrônicos de uma agência do Bradesco na Rua XV de Novembro, no Centro de Joinville, parou o quarteirão mais movimentado da cidade na manhã desta terça-feira, 8 de setembro. O objeto foi tratado como possível artefato explosivo, a agência foi evacuada e um trecho da via, em frente ao Terminal Urbano Central, ficou isolado.
A suspeita começou quando um cliente entrou na agência por volta das 11h e estranhou a mala de viagem parada perto dos caixas, sem dono à vista. A gerência foi avisada e o banco foi esvaziado em seguida.
A Polícia Militar foi acionada e assumiu o isolamento. Por segurança, ninguém podia se aproximar ou mexer no objeto, regra básica em qualquer suspeita de artefato explosivo, em que o manuseio só é feito por equipe especializada.
Imagens de câmeras de segurança mostram um homem chegando à agência carregando a mala e deixando o objeto no local, sem utilizar nenhum serviço do banco. É exatamente esse comportamento que impede a polícia de tratar o caso como simples esquecimento até que o conteúdo seja verificado.
O detalhe que fez a ocorrência ganhar outra dimensão é o tempo. Segundo informações preliminares, a mala teria sido deixada ainda na tarde de segunda-feira, 7 de setembro, por volta das 16h. Ou seja, o objeto teria passado a noite inteira dentro da agência antes de alguém dar o alerta.
Como Joinville não tem esquadrão antibombas próprio, o comando do Tático acionou o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), em Florianópolis. A equipe foi deslocada de helicóptero, alternativa usada para encurtar as mais de três horas de estrada entre a Capital e o Norte catarinense.
O ponto escolhido pelo isolamento explica o tamanho do transtorno. A agência fica de frente para o Terminal Urbano Central, por onde passam dezenas de linhas de ônibus e milhares de passageiros por dia, cercada de lojas e do calçadão comercial. Interditar aquele trecho da Rua XV de Novembro significa travar a circulação no coração comercial da cidade em pleno horário de pico.
Enquanto o BOPE não chegava, clientes ficaram sem acesso à agência, funcionários permaneceram do lado de fora e quem desembarcava no terminal foi desviado do trecho isolado. A Polícia Civil também acompanhou a ocorrência.
Cabe ao esquadrão antibombas fazer a avaliação técnica do conteúdo. Na prática, isso costuma envolver inspeção por raio-X portátil ou uso de robô antes de qualquer manuseio. Só depois desse exame a polícia consegue confirmar ou descartar a presença de explosivo e decidir entre remover o objeto ou fazer detonação controlada.
Nas redes sociais, a operação virou assunto na cidade ao longo da manhã, com moradores discutindo desde a possibilidade de a mala ser apenas um pertence esquecido até críticas ao tempo de espera pela equipe vinda da Capital.
Fonte: Jornal Razão
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