Após chacina na Grande Florianópolis, BOPE descobre cemitério de facção com vários corpos

09/01/26 às 14h14
Atualizado em 09/01/26 às 22h46
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A sexta-feira, dia 9, começou com uma grave descoberta ligada à atuação de facções criminosas na Grande Florianópolis. Uma operação conjunta da Polícia Militar de Santa Catarina levou à localização de um possível cemitério clandestino da facção Primeiro Grupo Catarinense (PGC) no morro da Boa Vista, em São José.
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A ação foi desencadeada após informações da inteligência policial indicando que criminosos estariam utilizando a área para ocultar corpos de desafetos e rivais executados. Guarnições do BPChoque, do BOPE e do Canil se deslocaram até a região no fim da Avenida das Torres ainda pela manhã.

As buscas se concentraram na parte mais alta do morro. Em um ponto de mata fechada, os policiais localizaram indícios claros de ocultação de cadáveres. Escavações revelaram ao menos três corpos enterrados a uma profundidade estimada entre um metro e um metro e meio.

Diante da gravidade da situação, a Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas imediatamente para assumir os trabalhos de perícia, identificação das vítimas e apuração das circunstâncias das mortes.

A descoberta ocorre em um contexto de extrema tensão na região. Nos últimos dias, a Grande Florianópolis já havia sido marcada por uma chacina com quatro mortos e por um sequestro envolvendo três jovens, mantidos em cárcere privado por integrantes de facção criminosa.

Durante a mesma operação desta sexta-feira, as guarnições intensificaram diligências para localizar envolvidos diretamente no sequestro ocorrido no dia 4 de janeiro. Os policiais chegaram até uma residência em área de invasão no morro da Boa Vista.

No local, foi encontrado Pedro Miguel Chuk da Silva, conhecido como “Okaida”. Segundo a polícia, ele foi reconhecido pelas vítimas como um dos responsáveis por amarrá-las e mantê-las sob vigilância no cativeiro. Durante buscas na residência e nos arredores, foram localizadas drogas e munições.

A apreensão do material e a condução do suspeito ficaram a cargo da guarnição da CATE do BOPE. O homem foi encaminhado para os procedimentos legais, enquanto a Polícia Civil deu continuidade às investigações.

A operação reforça a suspeita de que áreas de mata em Biguaçu, São José e Palhoça estariam sendo utilizadas como pontos estratégicos para execuções e ocultação de corpos, prática comum em disputas territoriais entre facções criminosas.

A Polícia Militar de Santa Catarina informou que as ações seguem de forma integrada, com foco na repressão qualificada, coleta de informações e desarticulação de núcleos criminosos ligados a sequestros, homicídios e tráfico de drogas. As investigações continuam para identificar as vítimas encontradas e esclarecer a ligação dos corpos com crimes recentes registrados na região.
 

Fonte: Jornal Razão

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