02/05/26 às 00h
Atualizado em 02/05/26 às 10h58
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Foto: Divulgação/Defesa Civil
Santa Catarina deve enfrentar um inverno atípico em 2026 com a chegada antecipada do El Niño. O fenômeno, que normalmente se intensifica na primavera, já deve apresentar sinais ainda no inverno, a partir de julho, conforme análise apresentada no Fórum Climático Catarinense.
O encontro reuniu meteorologistas e pesquisadores de instituições como Defesa Civil, Epagri/Ciram, AlertaBlu, IFSC e UFSC, que apontam alta probabilidade de formação do fenômeno nos próximos meses.
Formação do El Niño avança mais rápido que o esperado
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Para ser configurado, esse aquecimento precisa superar 0,5°C acima da média por um período prolongado.
Segundo os especialistas, há mais de 80% de chance de o fenômeno se consolidar entre junho e agosto, ganhando intensidade ao longo do ano e podendo atingir níveis fortes na primavera.
Impactos incluem mais chuva e temperaturas elevadas
De forma geral, o El Niño tende a provocar aumento das chuvas e temperaturas acima da média. Para o inverno catarinense, isso significa precipitações mais frequentes e períodos de frio menos intensos.
Mudança no padrão climático ocorre a partir de junho
A previsão indica que maio ainda terá chuvas irregulares, com volumes abaixo da média. No entanto, a partir de junho, a instabilidade deve aumentar em todo o estado.
Temporais podem ser mais intensos
Os acumulados de chuva, que normalmente variam entre 100 mm e 150 mm nos meses de inverno, podem ser superados em diversas regiões, com possibilidade de temporais mais intensos.
Apesar disso, especialistas destacam que a presença do El Niño não garante a ocorrência de eventos extremos, mas aumenta a probabilidade de situações adversas.
Defesa Civil reforça monitoramento e prevenção
Diante do cenário, a Defesa Civil de Santa Catarina intensificou ações de preparação, especialmente em regiões historicamente mais afetadas, como o Vale do Itajaí.
Estrutura e monitoramento ampliados
Atualmente, o estado conta com 172 estações meteorológicas e hidrológicas e quatro radares em operação. Também foram realizados treinamentos e simulados para fortalecer a resposta a possíveis desastres.
Além disso, barragens de contenção passaram por melhorias e os planos de contingência municipais estão sendo atualizados.
População deve acompanhar previsões
As autoridades recomendam que a população acompanhe os boletins meteorológicos e siga as orientações oficiais, principalmente durante períodos de instabilidade.
Fonte: Visor Notícias
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