28/06/26 às 00h
Atualizado em 28/06/26 às 22h11
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Foto: Reprodução

O cheiro entregou antes que a porta abrisse. Quando os policiais militares entraram na casa da rua Assunção, no bairro Tapajós, em Indaial, na tarde do último sábado (27), encontraram fezes e urina espalhadas por todos os cômodos, animais andando em volta da própria sujeira e um odor de decomposição que vinha de dentro de sacos de lixo amontoados no quintal.
No meio daquilo tudo estava uma cadeirante de 52 anos, considerada incapaz, sozinha. Em volta dela, 22 cães e dois gatos vivos, todos em situação de severa precariedade. Em sacos de lixo, em estado avançado de decomposição, mais oito animais mortos. Sete cães e um gato.
A Polícia Militar foi acionada para verificar uma denúncia de maus-tratos e chegou ao endereço esperando encontrar alguns animais negligenciados. Encontrou uma cena bem maior.
Segundo a PMSC, a responsável pelo imóvel é uma mulher de 40 anos, sobrinha da cadeirante. Ela chegou ao local durante o atendimento e tentou explicar a situação aos policiais. Disse que, excepcionalmente, tinha deixado a tia sozinha naquele dia porque também cuida do pai doente e, por isso, não conseguiu limpar a residência.
A versão não correspondia ao que os policiais estavam vendo. A quantidade de fezes, o estado dos animais vivos, o número de carcaças em decomposição e o forte odor indicavam acúmulo de muito mais do que um dia de descuido.
Durante o atendimento, a sobrinha foi mordida por um dos cães da casa. O Samu foi acionado e prestou socorro a ela no local, sem necessidade de encaminhamento ao hospital. A cadeirante também recebeu atendimento médico no endereço, igualmente sem precisar ser levada para a unidade de saúde.
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A Prefeitura de Indaial foi acionada para recolher os animais mortos. O setor municipal de Bem-Estar Animal e a assistência social do município acompanharam a ocorrência e adotaram as providências administrativas cabíveis. Os 22 cães e dois gatos que estavam vivos ficaram sob responsabilidade de um guardião temporário, até decisão sobre o destino definitivo.
O que vem agora
A responsável pela residência foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil, onde foram instaurados os procedimentos legais. A mulher pode responder por maus-tratos contra animais, crime previsto na Lei Federal 9.605/98, com pena que varia de dois a cinco anos de reclusão quando há morte do animal. Também pode responder pelo abandono da tia incapaz, situação que será analisada pela assistência social do município.
A Polícia Civil deve aprofundar a investigação nos próximos dias para apurar há quanto tempo os animais estavam naquela condição e em que circunstâncias as oito carcaças foram colocadas dentro dos sacos de lixo. O caso segue em andamento.




Fonte: Jornal Razão
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