RESPIRADORES: Onde estão os R$ 33 milhões pagos antecipadamente no início da pandemia?

17/08/21 às 12h12
Atualizado em 14/03/24 às 13h58
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Fotos: Reprodução/Divulgação

Onde estão os R$ 33 milhões investidos na compra de respiradores, mas que nunca foram entregues? Desde o início da pandemia do coronavírus, os catarinenses se perguntam onde essa quantia foi parar e quem são os responsáveis pelo dano ao Estado.

Na noite desta segunda-feira, 16 de agosto, o Governo de Santa Catarina lançou um site que explica, de forma detalhada, o trabalho para recuperação do dinheiro. Segundo a apuração, 96,6% da quantia está bloqueada em dinheiro e imóveis, além de cobranças judiciais. Veja outros números:


R$ 14,2 milhões foram recuperados e estão depositados em juízo;

R$ 6,6 milhões em imóveis dos envolvidos tiveram bloqueio determinado pela Justiça;

R$ 1 milhão em bloqueio de imóveis pendente de decisão judicial;

R$ 10 milhões cobrados em ação contra a empresa envolvida na negociação.

 

Ainda de acordo com o balanço feito pelo Governo, foram adquiridos 526 respiradores, distribuídos para várias cidades catarinenses. A quantidade, segundo a avaliação, chegou ao “limite suportado pelo espaço físico, pelos recursos humanos e pela disponibilidade de mão de obra especializada no mercado”.


Já conseguimos praticamente bloquear 96,6% de todos esses valores que foram pagos adiantados. Isso corresponde a R$ 31,8 milhões, que você vai poder acompanhar, em dinheiro, em bens de imóveis ou em bens que nós identificamos e estamos solicitando, já em fase adiantada de ação judicial, o bloqueio também desses bens para recuperação integral. Nós não vamos parar, não vamos sossegar, enquanto isso não ficar esclarecido, os responsáveis seja apontados e o erário público seja restituído desses valores”.
Carlos Moisés da Silva, Governador


Durante as investigações sobre a compra dos respiradores, foram decretadas seis prisões preventivas, entre elas, a do ex-secretário da Casa Civil, Douglas Borba. Além disso, outros 14 mandados de busca e apreensão foram realizados em cidades de Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. O governador Carlos Moisés também foi alvo, mas foi inocentado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do processo de impeachment .

Fonte: Vipsocial

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