10/02/26 às 00h
Atualizado em 10/02/26 às 10h08
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A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou na manhã desta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, uma operação que colocou sob investigação direta a Prefeitura de Governador Celso Ramos. A ação foi conduzida pela Delegacia de Combate à Corrupção, vinculada à Diretoria Estadual de Investigações Criminais, e apura suspeitas de associação criminosa e direcionamento de licitações no setor de iluminação pública do município. A prefeitura está sob gestão de Marquinhos (PL).
Batizada de Operação Desvio de Fase, a ofensiva policial cumpriu nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara de Garantias da Comarca de São José. As diligências ocorreram em endereços residenciais, empresas e em repartição pública no município de Governador Celso Ramos, além de residências dos investigados na vizinha Biguaçu.
Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram após a análise de um processo licitatório realizado em 2024 para a manutenção e melhoria da rede de iluminação pública. Conforme apurado, surgiram indícios de que a empresa vencedora teria atuado de forma privilegiada ainda na fase interna da licitação, antes mesmo da publicação do edital.
De acordo com a delegada Patrícia Fronza, responsável pelo caso, há elementos que indicam interferência direta dos investigados na elaboração da planilha orçamentária utilizada pela administração municipal. Esse tipo de conduta, segundo a investigação, teria permitido o direcionamento do certame, reduzindo a competitividade e afastando possíveis concorrentes.
A DECOR também identificou discrepâncias relevantes de valores e a repetição do mesmo padrão em outros contratos. Conforme a polícia, o modus operandi teria se repetido em licitações anteriores, com sucessivos aditivos contratuais, o que reforça a suspeita de um esquema estruturado dentro da administração pública.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, computadores, mídias de armazenamento e documentos. Todo o material recolhido será submetido à perícia técnica e à análise detalhada da equipe de investigação.
A Polícia Civil informou que a operação tem como objetivo fortalecer o conjunto de provas já reunido, construído a partir de diligências de campo, análise documental e levantamento de dados em fontes abertas. As apurações seguem em andamento e tramitam sob sigilo.
Os investigados poderão responder por crimes como fraude ao caráter competitivo de licitação, associação criminosa e outros delitos contra a administração pública, conforme o avanço da investigação e a confirmação dos indícios.
A Operação Desvio de Fase mobilizou 38 policiais civis de delegacias especializadas da DEIC.
Fonte: Jornal Razão
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