Estátua do Cristo que está sendo construída no Rio Grande do Sul é maior que a do Rio de Janeiro

17/04/21 às 11h11
Atualizado em 17/04/21 às 12h53

A maior estátua do Cristo Redentor do Brasil está sendo construída na cidade de Encantado, no Rio Grande do Sul. O projeto ambicioso ficará pronto em agosto e será aberto em dezembro para visitação. O monumento terá um total de 43 metros de altura, somando a estátua com 37 metros e o pedestal de 6 metros, conforme a Associação Amigos de Cristo, criada para a construção da obra chamada de Cristo Protetor de Encantado.

Foto: Divulgação/Associação Amigos do Cristo Protetor


Chamada de Cristo Protetor, a estrutura é feita de concreto e ferro, orçada em R$ 2 milhões. O dinheiro foi arrecadado por meio de doações de empresários e da comunidade. Não existe verba pública na construção. Depois de inaugurada, a estátua de Encantado terá 37 metros – sem levar em conta a base – o que a tornará o maior monumento de Cristo no Brasil, superando o da cidade de Elói Mendes, em Minas Gerais, que possui 31,5 metros, e o famoso Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, de 30 metros.

No dia 6 de abril foram içados os braços e a cabeça do Cristo. Além disso, a equipe responsável pela obra realizou trabalhos de acabamento na imagem, com a colocação da última camada de material e realização da pintura. Conforme Gilson Conzatti, presidente da associação, os detalhes das mãos, braços e cabeça têm semelhança com as feições humanas. “O escultor ainda terá 4 meses para fazer toda a roupagem do Cristo. Também será instalado um elevador que possibilitará que os turistas subam 33 metros, onde terão uma visão da cidade de Encantado e do Vale de Taquari”.

 

 

Surgimento da obra

A obra surgiu a partir da sugestão de um padre do município que deu a ideia ao ex-prefeito de Encantado Adroaldo Conzatti, que morreu no mês de março de 2021. A partir disso, foi mobilizada a sociedade e criada a Associação Amigos do Cristo de Encantando, constituída em 19 de maço de 2019. O primeiro investimento foi de R$ 500 mil.

Em 2020 a obra parou seis meses em decorrência da pandemia da Covid-19. De acordo com Gilson Conzatti, no fim de setembro foi feito um financiamento no valor de R$ 1,5 mil por nove integrantes da Associação, totalizando os R$ 2 milhões da obra. “Essa construção, que é um local de fé, devoção e gratidão, fortalecerá a religiosidade da região. Além disso, ajudará desenvolvimento econômico movimentando uma média de 10 mil turistas por mês”, avaliou Conzatti.

 

 

 

Fonte: Visor Notícias