Farra do Boi acaba com 40 homens indiciados por maus-tratos a animais e associação criminosa em SC

16/03/26 às 00h
Atualizado em 16/03/26 às 22h27
Visualizações: 287

Foto: PCSC;

 

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu uma das maiores investigações já realizadas contra a prática da Farra do Boi no estado e indiciou 40 homens pelos crimes de maus-tratos a animais e associação criminosa.

A apuração foi conduzida pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) e teve como foco ocorrências registradas em Governador Celso Ramos. Ao todo, a investigação identificou 22 episódios da prática ilegal.

Segundo a Polícia Civil, o trabalho durou mais de um ano e utilizou técnicas de inteligência para superar o anonimato dos envolvidos e a dificuldade de acesso aos locais onde os crimes ocorriam. Foram analisadas imagens e realizadas quebras de sigilo telefônico e telemático para identificar e individualizar a participação de cada investigado.

Diferente de operações anteriores, que responsabilizavam apenas pessoas flagradas durante os atos, a investigação buscou mapear toda a estrutura envolvida na prática da Farra do Boi. Com isso, os policiais conseguiram identificar organizadores, financiadores, transportadores e vendedores dos bovinos utilizados nos eventos.

As apurações também revelaram a existência de grupos organizados para arrecadação de dinheiro — conhecidas como “vaquinhas” — destinadas à compra dos animais, pagamento de advogados e quitação de multas aplicadas a participantes flagrados anteriormente.

De acordo com a Polícia Civil, a repetição de nomes nas articulações para aquisição e transporte dos animais, além do rateio de valores e prejuízos, demonstrou uma divisão estruturada de tarefas, o que caracterizou a associação criminosa.
Farra do Boi é crime

A corporação reforçou que a prática da Farra do Boi configura crime de maus-tratos e não pode ser considerada manifestação cultural. Agora, os indiciados responderão pelos crimes perante o Ministério Público e o Poder Judiciário.

As penas podem chegar a até quatro anos de prisão, além de multas administrativas que variam de R$ 10 mil para participantes e R$ 20 mil para organizadores de cada ocorrência.


 

Fonte: Visor Notícias

Getsites