Flávio aceita abrir sigilos, mas impõe condições a Lula

21/10/26 às 00h
Atualizado em 22/10/26 às 00h02
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Foto: Renato Pizzutto/Band

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) protocolou, nesta quarta-feira (21), uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que estabelece uma série de condições para autorizar a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos.

A iniciativa ocorre em resposta ao desafio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que declarou, na terça-feira (20), estar disposto a autorizar a abertura de seus sigilos e dos familiares, desde que houvesse reciprocidade do adversário.
No documento encaminhado ao ministro André Mendonça, Flávio cobra que a medida também alcance pessoas próximas ao presidente, empresas ligadas a familiares, o Instituto Lula e os gastos do cartão corporativo da Presidência da República, incluindo aqueles relacionados à primeira-dama, Janja da Silva.

Durante uma agenda em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, o senador também defendeu a abertura dos dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência.

Em declaração pública, Flávio afirmou que aceita abrir o próprio sigilo telefônico, desde que Marcola também autorize a divulgação dos dados. O senador fez ainda acusações sobre a atuação do ex-assessor em negócios envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

“Pra eu abrir meu sigilo, você [Lula] vai abrir o sigilo do Instituto Lula. E tem mais uma condição: você vai abrir o sigilo do seu cartão corporativo e da Janja”, declarou Flávio.
Quais são as condições apresentadas por Flávio Bolsonaro

A petição reúne exigências relacionadas a diferentes áreas da administração pública e a pessoas ligadas ao presidente.

Entre os pedidos estão autorizações para a quebra de sigilo de assessores próximos a Lula, incluindo Marco Aurélio Santana Ribeiro, além de informações sobre empresas ligadas a familiares do presidente.

O senador também solicita a abertura de dados de sociedades relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de negócios recentes no exterior, de empresas de outros filhos de Lula, do Instituto Lula e da empresa L.I.L.S. Palestras, desde 2003.

Outro ponto envolve o caso Master. Flávio pede a divulgação integral dos registros de visitantes do Palácio do Planalto e de detalhes da reunião entre Lula e Vorcaro, realizada em dezembro de 2024.

Na área relacionada ao INSS, o documento solicita esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger, registros de entradas dela em palácios presidenciais e informações sobre voos realizados pela Força Aérea Brasileira (FAB). Também pede a quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão do presidente.

Em relação ao cartão corporativo, Flávio requer a divulgação de todos os gastos da Presidência da República desde janeiro de 2023, além de informações sobre agendas da primeira-dama, visitas de familiares e utilização de helicópteros oficiais.
Lula apresentou pedido ao TSE na terça-feira

Na terça-feira (20), Lula protocolou um documento no Tribunal Superior Eleitoral declarando autorizar a abertura de seus sigilos e dos familiares, condicionando a medida à reciprocidade de Flávio Bolsonaro.

O presidente é pai de cinco filhos: Lulinha, Lurian, Marcos, Sandro e Luis Claudio. Ele é casado com Janja da Silva.

A petição apresentada por Flávio nesta quarta-feira estabelece as condições que o senador considera necessárias para autorizar a abertura dos próprios dados bancários, fiscais e telefônicos.

Fonte: Olhovivocan

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