Ivonir Machado, o rei da vanera,

15/01/20 às 14h14
Atualizado em 15/10/21 às 01h20
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Cantor Ivonir Machado – Divulgação/ND

 Filho de pais gaiteiros, com estilo e carisma, conquistou o sul do Brasil com seu vanerão que rendeu seis discos de ouro, um de platina e mais de 1,5 milhão de discos vendidos.

Sua história na música começou cedo, inspirado pela mãe Cristina Machado, que enfrentou preconceitos nos anos 1960 e levou adiante sua paixão pela gaita. “Quando ela ia fazer os shows na igreja e nas festas de aniversário, o movimento de abrir e fechar a gaita acabava fazendo com que a saia dela subisse. Certa vez, o público reclamou que ela passava mais tempo arrumando a saia do que tocando a gaita, então ela fez uma promessa que só teria filho homem para ser músico e não precisar passar por esse constrangimento”, disse o irmão de Ivonir, Neno Machado.

Durante a gravação do DVD da feijoada de Ivonir, em Biguaçu, em 2011, o cantor chamou a mãe ao palco para homenageá-la. Para Ivonir, seus familiares sempre foram os primeiros fãs. No começo, ele e os três irmãos se apresentavam em eventos da comunidade, no interior de Cruz Alta (RS). Durante uma entrevista para uma rádio local, os irmãos Machadinho receberam o nome de “Os Garotos de Ouro”. A partir daí formou-se uma das bandas tradicionalistas mais famosas do Brasil.

O irmão conta que começaram a trabalhar já na época de escola, vendendo pasteis feitos pela mãe e hortaliças produzidas no quintal de casa. “Nesse meio tempo começamos a lidar com música”. No início, Ivonir tocava bateria mas a pedido da mãe assumiu o vocal da banda. Após 35 anos, a banda se separou a pedido da mãe, continuando sua trajetória de sucesso mas sem Ivonir, que seguiu carreira solo.

Com seu talento nato para a liderança, ele logo integrou uma nova equipe de músicos, amigos e familiares. Estava envolvido em praticamente tudo que acontecia, inclusivo dirigindo algumas vezes a carreta que transportava os equipamentos de som.

O ritmo acelerado do cantor, no entanto, cobrou seu preço e ele teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) isquêmico na manhã do dia 13 de janeiro de 2018, em Florianópolis, onde reside. Ele havia se apresentado no Celeiro’s Beer, em Biguaçu, na noite anterior. Após o acidente, ele foi levado para o hospital Baía Sul, onde seguiu o tratamento intensivo e sem data de término.