16/05/26 às 00h
Atualizado em 16/05/26 às 20h04
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O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), determinou a suspensão de qualquer contratação de sistema de radar em rodovias estaduais do estado.
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A decisão suspende o contrato de R$ 116 milhões assinado no fim de março pela Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade com o Consórcio Vias Catarinenses, liderado pela Focalle Engenharia Viária.
“No meu governo não vamos autorizar nenhum sistema que penalize ainda mais o motorista catarinense”, afirmou Jorginho Mello.
A fala do governador representa uma guinada em relação ao que uma ala da gestão estadual vinha anunciando publicamente. Até então, a Secretaria de Infraestrutura havia defendido o projeto como uma medida voltada à preservação de vidas e à segurança viária, com foco na redução de acidentes em trechos historicamente perigosos.
O contrato que pode ser suspenso
O acordo firmado em março previa a instalação de 230 lombadas eletrônicas, 12 pardais, 256 pontos de cerca eletrônica com leitura automática de placas e seis sistemas de pesagem em movimento para caminhões, distribuídos em 36 rodovias estaduais. O prazo do contrato era de três anos.O plano de trabalho havia sido desenhado em parceria com a Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina e incluía trechos como a Serra do Rio do Rastro (SC-390), a Serra Dona Francisca (SC-418), a SC-401 na Grande Florianópolis e o Túnel Antonieta de Barros entre os pontos prioritários. No Vale do Rio Tijucas, as rodovias SC-410 e SC-108 também figuravam na lista.
Na nota oficial divulgada até então, a Secretaria de Infraestrutura destacou que o modelo de remuneração do consórcio não tinha relação com o volume de multas aplicadas e que todos os pontos seriam sinalizados antes do início das autuações, com fase educativa prévia.
Reviravolta política
O acordo será formalmente suspenso. O Consórcio Vias Catarinenses, vencedor da licitação, ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão do governador.
Santa Catarina não possui lombadas eletrônicas nas rodovias estaduais desde 2012, quando os contratos anteriores foram encerrados. O estado é um dos poucos do Brasil que opera há mais de uma década sem fiscalização eletrônica fixa em suas estradas estaduais.
O caso segue em acompanhamento.
Fonte: Jornal Razão
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