17/01/26 às 07h07
Atualizado em 17/01/26 às 13h25
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Um homem preso após a morte de uma adolescente foi colocado em liberdade provisória depois que a Justiça entendeu que as provas iniciais não são suficientes para manter sua detenção. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (16), durante audiência de custódia, e levou em conta a ausência, até o momento, de elementos seguros que apontem a autoria do crime.
O suspeito, de 27 anos, havia sido detido em flagrante na quinta-feira (15), no bairro Praça, em Tijucas, após a jovem de 15 anos ser encontrada morta em uma kitnet onde ambos estavam. No local, a polícia localizou porções de cocaína e maconha, mas o corpo não apresentava sinais aparentes de violência.
Em depoimento, o homem afirmou que mantinha um relacionamento com a adolescente há cerca de três semanas. Segundo ele, saiu para ir a uma loja de celulares e, ao retornar, encontrou a jovem trancada no imóvel e em estado crítico. Ele declarou ter tentado socorrê-la e buscado atendimento médico.
Na decisão, o juiz avaliou que, neste momento, a prova disponível é “frágil e insuficiente” para sustentar, com o grau de segurança necessário, a autoria ou a dinâmica do evento morte. Também entendeu que não há, por ora, nexo de causalidade claro entre a conduta do investigado e o óbito da adolescente, o que inviabiliza a manutenção da prisão ou a decretação de preventiva.
Quanto à apreensão de drogas, o magistrado considerou que os elementos colhidos indicam, preliminarmente, que tanto o homem quanto a adolescente eram usuários, sem provas suficientes para imputar tráfico ou associação ao tráfico.
Apesar da soltura, a Justiça apontou inconsistências no relato do suspeito sobre a cronologia dos fatos e possíveis tentativas de ocultar informações em um aparelho celular. Por esse motivo, autorizou a análise de todos os dispositivos eletrônicos apreendidos, incluindo a extração e eventual transcrição de conversas relevantes.
A Polícia Civil ainda aguarda a conclusão dos laudos periciais para definir a causa da morte e dar continuidade às investigações.
Fonte: Topelegance
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