02/07/26 às 00h
Atualizado em 02/07/26 às 22h25
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Foto: Reprodução
Era pra ser só um retorno de rotina. Por volta das 15h, uma idosa de 86 anos chegou a uma clínica particular de Balneário Camboriú acompanhada de um familiar para uma consulta de acompanhamento com um médico hematologista. Poucas horas depois, ela não resistiria a um mal súbito e teria o óbito declarado ainda dentro do local, transformando a visita médica em uma ocorrência que agora corre por causa suspeita.
Segundo o relato de um familiar da paciente aos policiais, após a consulta o médico teria prescrito uma medicação de ferro na veia, já que os exames apontavam o mineral baixo. Foi depois da aplicação, conforme esse relato, que a idosa começou a passar mal. Profissionais da clínica ainda tentaram socorrê-la, mas ela não resistiu.
A suspeita levantada no atendimento é de uma possível reação alérgica grave, a anafilaxia, ligada à administração da medicação endovenosa. Nada disso, porém, está confirmado. A causa da morte só será estabelecida após exames periciais, e é justamente por se tratar de um óbito por causa suspeita que o caso foi encaminhado para a Polícia Científica.
Quando a equipe de saúde de urgência chegou, a paciente já apresentava quadro grave. De acordo com o que foi repassado à Polícia Militar, a mulher teve mal-estar e rubor facial e evoluiu para parada respiratória e cardíaca. A equipe avançada do serviço de urgência assumiu o atendimento e realizou manobras de reanimação, seguindo o protocolo, por cerca de 40 minutos. Sem sucesso, o óbito foi declarado às 17h13.
A morte abalou os familiares que acompanhavam a idosa, e a tensão tomou conta da clínica. Houve um princípio de conflito entre parentes e a equipe médica no local, o que levou os próprios profissionais a solicitarem o apoio da Polícia Militar, tanto para conter os ânimos quanto para o acionamento da perícia.
Versão da família
Para a família, o desfecho não foi um simples acidente. Ao registrar a ocorrência, um familiar relatou o caso também como uma suposta negligência médica, versão que agora precisará ser apurada pelas autoridades. A palavra final, no entanto, dependerá da conclusão pericial sobre o que de fato provocou a morte.
A Polícia Científica ficou responsável por examinar o corpo e determinar a causa do óbito. Até o momento, não há qualquer definição sobre responsabilidades, e o caso segue em investigação.
Fonte; Jornal Razão
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