21/09/26 às 00h
Atualizado em 21/09/26 às 22h04
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Por Teco Barbero (Jornalista)
Dia 21 de setembro não é apenas uma data no calendário, é o momento de encarar a verdade escancarada pelos números do IBGE: o abismo entre a vida das pessoas com e sem deficiência só tem aumentado.
Apesar da tecnologia avançar e o nível de conhecimento geral crescer, as oportunidades de trabalho e o acesso à educação básica não acompanham esse ritmo. Como justificar que, em pleno século XXI, ainda tenhamos pessoas com deficiência mantidas no analfabetismo, presas em moradias sem a mínima acessibilidade, e tratadas como invisíveis pelo mercado de trabalho?
É preciso reconhecer também a outra face dessa realidade: as pessoas com deficiência que, mesmo superando barreiras e acumulando alta qualificação, continuam enfrentando desigualdades salariais e de oportunidades que pessoas sem deficiência, com o mesmo currículo, não enfrentam. O mesmo contraste se vê no setor cultural. Embora existam mais opções de lazer e consumo de arte, as barreiras físicas e sensoriais ainda impedem que essas pessoas desfrutem plenamente de tudo o que é produzido.
A verdadeira inclusão vai além das barreiras físicas ou profissionais; ela exige uma mudança profunda na aceitação social. Relações interpessoais e o convívio diário ainda sofrem com o preconceito e a invisibilidade, onde a pessoa com deficiência muitas vezes não é vista como um par de igual valor. É fundamental que a sociedade aprenda a conviver e a valorizar a diversidade também nas amizades e nos relacionamentos afetivos. Essa mudança depende de um compromisso amplo, que envolva governos, empresas e cada um de nós na construção de um mundo mais acessível e inclusivo.
Temos de ter nervos de aço assim como a placa da foto,onde se lê Nada Sobre Nós Sem Nós
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