20/01/23 às 20h20
Atualizado em 24/10/25 às 15h27
Visualizações: 161
Foto: Reprodução / Internet
Novas informações sobre o caso da creche particular denunciada por supostos maus-tratos a crianças no bairro Serraria, em São José, dão conta que pais revoltados teriam quebrado o ambiente, quando as denúncias se tornaram públicas, na última sexta-feira (13). A primeira denúncia foi feita por uma ex-funcionária. Ela disse à polícia que o local seria sujo, mal conservado e que as crianças eram castigadas. Fotos e vídeos foram postados em redes sociais, mostrando, entre outras coisas, crianças dentro de um canil, o que segundo a ex-funcionária seria um castigo e mostrando crianças dormindo no piso e em bancos de madeira.
Outras denúncias surgiram depois, relatando agressões e que as crianças eram mal alimentadas e tinham até a água racionada na creche. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), após as denúncias, houve determinação que o Conselho Tutelar fosse até o local na segunda-feira (16). Quando os agentes chegaram encontraram a creche fechada com os vidros e brinquedos quebrados, o que teria sido ação de familiares e populares. O MP instaurou um inquérito para investigação e já pediu colaboração do Conselho Tutelar e informações da prefeitura.
A Polícia Civil também investiga o caso. Segundo a secretaria de educação de São José, o estabelecimento estava irregular e não tinha alvará de funcionamento. A dona da creche chegou a ser conduzida à delegacia e foi solta após prestar depoimento. A defesa da proprietária do estabelecimento nega os maus tratos, e sobre a permanência das crianças no canil, imagem e detalhe que mais repercutiu ele diz que é um boato criado por uma pessoa que chegou a trabalhar na creche por dias, mas foi afastada por não se adequar às normas do local.
O advogado Wandergell Leiroza, que representa a creche, disse que todos que frequentam o ambiente, sabiam que ali (no canil) é um local onde as crianças brincam. Segundo ele, no dia da denúncia, a proprietária, sua cliente, só conseguiu deixar o lugar após acionar a polícia. A mulher teria registrado um boletim de ocorrência depois da invasão, quebra-quebra e ameaças, e decidiu não abrir mais a creche.
Fonte: Guararema News
Mais lidas de hoje