Pesquisadora brasileira desenvolve substância promissora para recuperação de lesões medulares

17/02/26 às 00h
Atualizado em 24/02/26 às 16h06
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A pesquisadora Tatiana de Coelho Sampaio pode ganhar vo Nobel de medicina por tratamento contra a paraplegia e tetraplegia - Divulgação

Uma descoberta científica brasileira tem chamado a atenção da comunidade médica e reacendido a esperança de pacientes com lesões na medula espinhal. A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lidera os estudos sobre a polilaminina, uma substância desenvolvida em laboratório com potencial para estimular a regeneração neural.

A polilaminina é produzida a partir da laminina, proteína naturalmente presente no organismo e fundamental para a estrutura dos tecidos nervosos. Em sua versão modificada, a substância atua como uma espécie de “ponte biológica”, ajudando a reconectar neurônios danificados em casos de lesão medular.

Caso chamou atenção

Os estudos ganharam repercussão após a divulgação de um caso experimental em que um paciente tetraplégico apresentou recuperação significativa de movimentos após aplicação da substância associada a um intenso protocolo de reabilitação fisioterápica. O episódio foi considerado promissor, mas os próprios pesquisadores reforçam que ainda não se trata de uma cura comprovada.

Pesquisa ainda está em fase experimental

A polilaminina ainda não é um tratamento aprovado para uso comercial. Em 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início da fase inicial de estudos clínicos em humanos, etapa que avalia principalmente a segurança da substância em pacientes com lesão medular recente.

Especialistas destacam que os resultados iniciais são animadores, mas ressaltam a importância de cautela até a conclusão de todas as fases de testes clínicos, que são rigorosos e podem levar anos.

Esperança para o futuro

Caso a eficácia seja confirmada nas próximas etapas, a polilaminina poderá representar um avanço histórico na medicina regenerativa, oferecendo novas perspectivas para pessoas que vivem com paraplegia ou tetraplegia.

A equipe liderada pela Dra. Tatiana segue ampliando as pesquisas e reforça que o foco atual é garantir segurança e comprovação científica antes de qualquer disponibilização ampla do tratamento.

Assista entrevista no programa do Danilo Gentili

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