PL e Novo juntos em SC? Jorginho quer prefeito de Joinville como vice

22/01/26 às 08h08
Atualizado em 22/01/26 às 12h13
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O cenário eleitoral de 2026 em Santa Catarina ganhou novo capítulo com a ofensiva do governador Jorginho Mello para consolidar sua reeleição. Nas últimas horas, Jorginho intensificou o diálogo com o partido Novo, mirando uma aliança de peso: a presença do prefeito de Joinville, Adriano Silva, como vice em sua chapa.
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A articulação tem como pano de fundo o tamanho de Joinville, maior colégio eleitoral do Estado e reduto em que Jorginho cresceu na última eleição. Com Adriano Silva reeleito com votação recorde, o nome do prefeito ganhou força não só por sua projeção regional, mas pelo potencial de rachar a direita caso lançasse candidatura própria ao governo. Dentro do Novo, o convite foi discutido em reunião com as principais lideranças do partido, que enxergam na vice uma oportunidade de garantir protagonismo sem risco de perder a prefeitura.

A movimentação de Jorginho busca, na prática, blindar sua base e evitar um segundo turno. Ao trazer Adriano Silva para perto, o governador tira do caminho um adversário direto e reforça o discurso de unidade da direita no Estado. Os números de pesquisas internas reforçam essa estratégia: a entrada de Adriano na disputa majoritária poderia fragmentar os votos conservadores, cenário que abriria espaço para uma polarização mais acirrada e imprevisível.

O redesenho do tabuleiro, no entanto, colocou aliados tradicionais do PL em alerta. O MDB, que almejava a vice ou uma das vagas ao Senado, agora vê as portas se fecharem com a chegada do Novo à chapa majoritária. A sigla terá de decidir se busca candidatura própria, se tenta negociar espaços futuros no governo ou se abre diálogo com outros partidos, como o PSD de João Rodrigues, para não ficar isolada. A situação complica ainda mais porque o centrão, que já foi determinante em outras eleições, enfrenta falta de nomes nacionais capazes de puxar votos – uma fragilidade ampliada pela tendência de verticalização das campanhas desde 2018, quando o peso do candidato a presidente se sobrepôs ao das lideranças locais.

Jorginho Mello arranca a campanha já alinhado – e apostando – à possível candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, amarra a vice com Adriano Silva e ainda costura apoios importantes, como o de Romeu Zema, governador de Minas, e Tarcísio de Freitas, em São Paulo. O Republicanos, comandado pelo irmão de Jorginho em Santa Catarina, reforça esse bloco, que aposta em uma chapa “puro sangue” da direita.

Para o MDB e demais siglas do centrão, o desafio será encontrar um nome de perfil agregador, capaz de dar discurso e tentar manter espaço num cenário de polarização extrema. O histórico de racha entre MDB e PP, agravado pelo fracasso das composições em eleições recentes, deixa poucas alternativas concretas. Desde que prefeitos e vereadores perderam influência direta na escolha do governador, restou aos partidos se adaptarem à lógica do embate nacional.

Fonte: Jornal Razão

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