Reajuste nos medicamentos

01/04/25 às 20h20
Atualizado em 02/04/25 às 18h55
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Foto: UPA/Divulgação

 

Os preços máximos dos medicamentos podem ter reajuste de até 5,06% desde a segunda-feira (31). As taxas de aumento máximo permitido variam de acordo com o nível do produto

O presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, avalia que o impacto do reajuste pode demorar a chegar ao consumidor.

Segundo ele, a competição entre farmácias e os estoques dos produtos são fatores que contribuem para que o reajuste médio esteja projetado para um patamar abaixo do teto.

Taxas de aumento máximo permitido:

Nível 1: alta máxima de 5,06% para medicamentos com alta concorrência no mercado (exemplos: antidepressivos, antibióticos, soluções de cloreto de sódio e analgésicos)
Nível 2: alta máxima de 3,83% para medicamentos com média concorrência no mercado (ex: Antidiabéticos, hormônios e antigripais)
Nível 3: alta máxima de 2,60% para medicamentos com baixa ou nenhuma concorrência no mercado. (exemplo: Insulina, anti-inflamatórios, antivirais HIV e vacinas gripo/HPV/hepatite)

 

O g1 conversou com médicos para entender em quais faixas estão os medicamentos para as doenças crônicas mais comuns no Brasil, que são:

hipertensão,
diabetes,
dislipidemia (alteração do nível de lipídios, colesterol alto e triglicérides alto).

Confira abaixo os medicamentos mais comuns para cada uma dessas doenças e em qual nível de reajuste ele se encontra:

HIPERTENSÃO

A hipertensão atinge quase 30% dos brasileiros e maioria dos medicamentos comuns para a doença está disponível no programa Farmácia Popular, que oferece os produtos de forma gratuita ou com desconto. A maioria deles se encontra no nível 1 de reajuste (5,06%), pois têm alta concorrência no mercado.

A maioria dos pacientes precisa tomar mais de um medicamento para hipertensão (geralmente de 2 a 3 remédios), segundo o médico clínico e diretor da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM), Fábio Freire. Confira exemplos desses remédios:

um diurético (exemplo: Hidroclorotiazida, disponível na Farmácia Popular)
um bloqueador do canal de cálcio (exemplo: Amlodipina 5)
um inibidor de enzima de conversão da angiotensina (ECA) (exemplo: Captopril e Losartana, disponíveis no Farmácia Popular, e Enalapril).
betabloqueador (exemplo: Atenolol e Propanalol, disponíveis no Farmácia Popular).

A indústria já oferece hoje num mesmo medicamento os três tipos de ação, mas a maioria dos brasileiros usa esses medicamentos de forma isolada por ser mais barato comprar separadamente.

DIABETES

Metformina (disponível na Farmácia Popular)
Insulina glargina (enquadrado no nível 3, pois tem pouca ou nenhuma concorrência)

DISLIPIDEMIA

Sinvastatina (disponível na Farmácia Popular)
Atorvastatina (enquadrado no nível 1, com alta competitividade).

 

FONTE: G1

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