20/04/26 às 00h
Atualizado em 20/04/26 às 15h57
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Foto: Imagem gerada por IA/ND Mais
A falta de homens no Brasil foi confirmada por dados da PNAD Contínua 2025 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada pelo IBGE.
O estudo mostra que o país possui atualmente cerca de 95 homens para cada 100 mulheres, consolidando uma diferença populacional crescente entre os gêneros.
O levantamento indica que essa desigualdade é ainda mais evidente em grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo, onde há maior concentração feminina, enquanto regiões com forte presença do agronegócio registram proporção maior de homens.
Ao todo, o Brasil soma aproximadamente 6 milhões de mulheres a mais do que homens, refletindo uma tendência demográfica observada nos últimos anos.
A falta de homens no Brasil se intensifica conforme a população envelhece, com queda significativa na proporção masculina nas faixas etárias mais altas.
No Rio de Janeiro, entre pessoas com mais de 60 anos, há cerca de 70 homens para cada 100 mulheres. Em São Paulo, esse número chega a 76 homens para o mesmo grupo.
Especialistas apontam que essa diferença é resultado, principalmente, da maior mortalidade masculina ao longo da vida e da maior longevidade feminina.
Embora nasçam entre 3% e 5% mais homens do que mulheres, essa vantagem desaparece por volta dos 24 anos, quando aumentam as mortes masculinas por causas externas, como violência e acidentes.
Em contrapartida, mulheres tendem a viver mais, impulsionadas por hábitos preventivos de saúde, como consultas médicas regulares e maior atenção à alimentação.
Somente 3 estados brasileiros têm mais homens que mulheres
Apesar da predominância feminina no país, a falta de homens no Brasil não atinge todos os estados. Tocantins, Mato Grosso e Santa Catarina registram mais homens do que mulheres.
Tocantins (105,5 homens por 100 mulheres)
Mato Grosso (101,1 homens por 100 mulheres)
Santa Catarina (100,2 homens por 100 mulheres)
Essas exceções estão ligadas principalmente ao perfil econômico das regiões, que atrai trabalhadores para atividades como agronegócio e mineração.
De acordo com a análise demográfica, o tipo de emprego disponível influencia diretamente a composição populacional, favorecendo a presença masculina em áreas com maior demanda por trabalho operacional.
Com o envelhecimento da população e a queda na taxa de natalidade, a tendência é que a diferença entre homens e mulheres continue aumentando nas próximas décadas.
Fonte: ND+
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