05/11/26 às 00h
Atualizado em 05/11/26 às 20h58
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Corregedor Villas Bôas Cueva aceitou pedido do Novo, que quer a cassação da chapa; Lula e Alckmin têm cinco dias para apresentar defesa
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu nesta quinta-feira (5) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB), reeleitos em 2026. A ação vai apurar suposto abuso de poder político durante a campanha.
A decisão é do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que considerou que o pedido apresentado pelo partido Novo preenche os requisitos para a abertura da investigação.
O que diz o Novo
Segundo o partido, o governo federal usou medidas de apelo popular para favorecer a reeleição de Lula. A ação cita 35 medidas anunciadas em 2026, das quais 12 teriam sido adotadas já durante o período eleitoral.
Entre elas estão o reajuste do Bolsa Família, a ampliação do subsídio aos combustíveis, programas de renegociação de dívidas como o Desenrola 3.0 e a proibição das bets. O Novo calcula um custo fiscal de R$ 73 bilhões até 16 de outubro e questiona ainda 13 créditos extraordinários que somariam R$ 99,7 bilhões em 2026.
Próximos passos
Lula e Alckmin têm cinco dias para apresentar defesa. Pela decisão, Lula é investigado pela edição dos atos de governo, e Alckmin como beneficiário, por ter participado de eventos de anúncio de parte das medidas.
O Novo pede a cassação da chapa e a inelegibilidade de Lula e Alckmin por oito anos. A abertura da ação não significa condenação: o mérito ainda será julgado pelo TSE. As reportagens sobre a decisão não trazem, até o momento, manifestação de Lula, Alckmin ou do PT.
Fonte: Topelegance
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